Salários dos Servidores Públicos
Federais e estaduais · Dados públicos · Lei 12.527/2011
Ranking dos maiores salários
Top 100 maiores remunerações brutas entre os registros públicos disponíveis no GovInfo.
| # | Nome | Cargo | Órgão | Remuneração bruta |
|---|---|---|---|---|
| 1 | GUSTAVO WALTER XAVIER | ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO - OBRAS | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 297.799,80 |
| 2 | ELISABETE TENORIO DE ALMEIDA | ANALISTA DE GESTÃO - ADMINISTRAÇÃO | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 296.093,14 |
| 3 | ADRIANO CISNEIROS DA SILVA | AUDITOR (CONSELHEIRO SUBSTITUTO) | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 293.101,61 |
| 4 | RICARDO JOSE RIOS PEREIRA | AUDITOR (CONSELHEIRO SUBSTITUTO) | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 291.179,53 |
| 5 | GILMAR SEVERINO DE LIMA | PROCURADOR | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 285.969,02 |
| 6 | CARLOS BARBOSA PIMENTEL | AUDITOR (CONSELHEIRO SUBSTITUTO) | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 284.356,77 |
| 7 | MARIA NILDA DA SILVA | PROCURADOR | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 280.236,61 |
| 8 | LUIZ ARCOVERDE CAVALCANTI FILHO | AUDITOR (CONSELHEIRO SUBSTITUTO) | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 279.438,67 |
| 9 | ALDA MAGALHAES DE CARVALHO | AUDITOR (CONSELHEIRO SUBSTITUTO) | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 278.647,15 |
| 10 | EDILTON SOARES RODRIGUES | AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO - O10 | Tribunal de Contas do Estado do Paraná | R$ 274.409,97 |
| 11 | VALDECIR FERNANDES PASCOAL | CONSELHEIRO | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 272.011,24 |
| 12 | FRANCIELY MARIA SCHREINER | TECNICO DE CONTROLE - P13 | Tribunal de Contas do Estado do Paraná | R$ 264.552,69 |
| 13 | RUY RICARDO WEYER HARTEN JUNIOR | AUDITOR (CONSELHEIRO SUBSTITUTO) | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 263.836,22 |
| 14 | MARCOS ANTONIO RIOS DA NOBREGA | AUDITOR (CONSELHEIRO SUBSTITUTO) | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 255.059,64 |
| 15 | MARCOS FLAVIO TENORIO DE ALMEIDA | AUDITOR (CONSELHEIRO SUBSTITUTO) | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 247.642,11 |
| 16 | CARLOS PORTO DE BARROS | CONSELHEIRO | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 209.248,58 |
| 17 | MARIA TERESA CAMINHA DUERE | CONSELHEIRO | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 205.031,80 |
| 18 | LUIZ HENRIQUE XAVIER | AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO - N09 | Tribunal de Contas do Estado do Paraná | R$ 203.098,69 |
| 19 | LUCIMARE DE ALMEIDA | AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO - N04 | Tribunal de Contas do Estado do Paraná | R$ 180.158,39 |
| 20 | MARCOS COELHO LORETO | CONSELHEIRO | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 177.585,82 |
| 21 | CARLOS DA COSTA PINTO NEVES FILHO | CONSELHEIRO | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 176.782,44 |
| 22 | DIEGO JOSE DE OLIVEIRA BARROS | AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO - M12 | Tribunal de Contas do Estado do Paraná | R$ 176.007,53 |
| 23 | CAMILA RIBEIRO FELIX | AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO - M10 | Tribunal de Contas do Estado do Paraná | R$ 172.957,61 |
| 24 | GUSTAVO MASSA FERREIRA LIMA | PROCURADOR | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 172.254,08 |
| 25 | RODRIGO CAVALCANTI NOVAES | CONSELHEIRO | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 171.690,12 |
| 26 | RICARDO ALEXANDRE DE ALMEIDA SANTOS | PROCURADOR | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 170.042,98 |
| 27 | CRISTIANO DA PAIXAO PIMENTEL | PROCURADOR | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 165.551,29 |
| 28 | LEONARDO FIAD | Procurador do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 165.488,87 |
| 29 | GERMANA GALVAO CAVALCANTI LAUREANO | PROCURADOR | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 164.940,60 |
| 30 | FELIPE ROCHA DEIAB | Procurador do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 164.355,09 |
| 31 | GUIDO ROSTAND CORDEIRO MONTEIRO | PROCURADOR | Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco | R$ 163.100,86 |
| 32 | GEORGIA CAMPOS DE ALMEIDA | Procurador do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 160.011,31 |
| 33 | JOANA TAVARES DA SILVA RAPOZO | Procurador do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 158.252,51 |
| 34 | DENNYS LOPES ZIMMERMANN PINTA | Procurador do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 155.228,64 |
| 35 | JOSE GOMES GRACIOSA | Conselheiro | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 154.916,07 |
| 36 | HELOISA DERVICHE CORDEIRO | AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO - P13 | Tribunal de Contas do Estado do Paraná | R$ 151.749,10 |
| 37 | EDUARDO AZEREDO RODRIGUES | Procurador do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 151.355,40 |
| 38 | FRANCISCA RODRIGUES TALARICO | Analista - Área de Controle Externo ANALISTA 1 | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 151.005,72 |
| 39 | JOSE ROBERTO GOMES DE LIMA | Analista - Área de Controle Externo ANALISTA 2 | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 147.969,48 |
| 40 | DANIELA PINHEIRO CALUCCI SPECIALE | Procurador do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 147.191,80 |
| 41 | EDUARDO HENRIQUE SANT ANNA PINHEIRO | Analista - Área Organizacional ANALISTA 1 | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 146.646,75 |
| 42 | JOÃO AUGUSTO DE OLIVEIRA MARTINS | Analista - Área de Controle Externo ANALISTA 2 | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 146.364,06 |
| 43 | FILINTO DA SILVA PEREIRA | Analista - Área de Controle Externo ANALISTA 2 | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 146.071,61 |
| 44 | ANTONIO BLECAUTE COSTA BARBOSA | CONSELHEIRO SUBSTITUTO | Tribunal de Contas do Estado do Maranhão | R$ 145.957,21 |
| 45 | JAYME MARQUES | Analista - Área de Controle Externo ANALISTA 2 | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 144.736,96 |
| 46 | OSMARIO FREIRE GUIMARAES | CONSELHEIRO SUBSTITUTO | Tribunal de Contas do Estado do Maranhão | R$ 143.686,79 |
| 47 | GILBERTO JOSE XAVIER CARDOSO | Analista - Área de Controle Externo ANALISTA 2 | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 142.198,99 |
| 48 | BENJAMIN GUIMARÃES DE SA CARVALHO | Analista - Área de Controle Externo ANALISTA 2 | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 142.198,35 |
| 49 | ANTONIO CARLOS BERARDO CARNEIRO DA CUNHA | Analista - Área de Controle Externo ANALISTA 2 | Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro | R$ 142.188,24 |
| 50 | MELQUIZEDEQUE NAVA NETO | CONSELHEIRO SUBSTITUTO | Tribunal de Contas do Estado do Maranhão | R$ 136.691,44 |
Sobre este ranking
O ranking dos maiores salários reúne, num único lugar, os cem registros de maior remuneração bruta entre todos os dados públicos consolidados no GovInfo, com filtros por esfera de governo e por poder pra quem quer olhar um recorte mais específico. É uma das formas mais diretas de responder a uma pergunta simples e legítima: quem, entre os servidores com dados públicos disponíveis, recebe os maiores valores do país, e em quais órgãos essas remunerações aparecem com mais frequência?
Essa pergunta não é curiosidade vazia. A remuneração de agentes públicos é informação pública por determinação constitucional e legal no Brasil, prevista no artigo 39, parágrafo 6º, da Constituição Federal, e regulamentada em detalhe pela Lei de Acesso à Informação, a Lei 12.527 de 2011. A lógica por trás dessa transparência é simples: servidores públicos são remunerados com dinheiro arrecadado de impostos, e o cidadão que paga esse imposto tem o direito de saber como esse recurso é distribuído. Rankings de maiores salários são uma ferramenta clássica de fiscalização social, há décadas usada por órgãos de controle, imprensa e pesquisadores, e o GovInfo organiza essa informação de um jeito navegável em vez de deixá-la espalhada em centenas de portais de transparência isolados.
Cada linha do ranking leva direto ao perfil completo daquele servidor, onde aparece o detalhamento de vencimentos e descontos exatamente como declarado pela fonte de origem — vantagens, gratificações, descontos de previdência e imposto de renda, quando essa informação é publicada de forma detalhada. Os valores exibidos no ranking são sempre brutos, ou seja, antes de descontos, porque esse é o valor mais comumente publicado de forma consistente entre as diferentes fontes; a remuneração líquida efetivamente recebida costuma ser menor e aparece no detalhamento individual quando disponível. O CPF de cada pessoa é sempre exibido mascarado, prática que segue a orientação da própria Lei de Acesso à Informação de equilibrar transparência com proteção de dados pessoais.
Os filtros de esfera, federal ou estadual, e de poder, Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público ou Tribunais de Contas, existem porque comparar remunerações sem esse contexto pode levar a conclusões apressadas. É sabido, por exemplo, que membros do Poder Judiciário e do Ministério Público costumam ter subsídios estruturalmente mais altos que cargos técnicos do Executivo, por desenho constitucional da carreira — não é, por si só, sinal de irregularidade. Da mesma forma, cargos com acúmulo legítimo de função, adicionais por dedicação exclusiva ou por local de trabalho de difícil acesso podem aparecer nas posições mais altas do ranking sem que isso indique qualquer problema. Filtrar por esfera e poder ajuda a comparar o que é comparável.
Ao mesmo tempo, um ranking de maiores valores é justamente onde valores acima do teto constitucional de remuneração tendem a aparecer — e por isso o GovInfo mantém um estudo dedicado especificamente a esse tema, cruzando os registros acima do teto geral com o detalhamento de esfera, poder e órgão de origem. Quem usa o ranking pra investigar esse tipo de caso deve visitar esse estudo em paralelo, porque ele explica a metodologia e as limitações do cálculo com mais profundidade do que cabe numa lista simples.
Vale reforçar as limitações de cobertura antes de tirar conclusões definitivas a partir do ranking. O GovInfo consolida dados de dezenas de fontes diferentes — portais estaduais, municipais, do Judiciário, do Ministério Público, de Tribunais de Contas e do governo federal — mas nem toda fonte publica com a mesma frequência, o mesmo nível de detalhe ou a mesma pontualidade. Isso significa duas coisas importantes: primeiro, que o ranking reflete o que está publicamente disponível até o momento, não necessariamente as remunerações mais altas que existem de fato no serviço público brasileiro, já que fontes que ainda não foram incorporadas à base ou que publicam com atraso não aparecem no recorte. Segundo, que cada registro reflete a competência, o mês de referência, mais recente encontrada na fonte específica daquele servidor, então o ranking mistura naturalmente meses diferentes de referência entre um registro e outro.
Um valor alto no ranking não é, isoladamente, prova de irregularidade — é um ponto de partida legítimo para entender melhor o contexto daquele cargo, daquele órgão e da carreira em questão, e a própria página do servidor, do cargo e do órgão relacionados existe exatamente pra permitir esse aprofundamento com um clique.
Combinado com os outros recursos do GovInfo, o ranking funciona melhor como porta de entrada do que como conclusão isolada. A partir de qualquer nome listado é possível abrir o perfil individual completo, usar o comparador pra colocar aquele órgão ou cargo lado a lado com outro equivalente, ou consultar os estudos temáticos que já foram publicados sobre remuneração pública no Brasil. Atualizações de fonte, novas competências publicadas e a incorporação de novos portais de transparência mudam o recorte ao longo do tempo, então revisitar o ranking periodicamente é a forma mais confiável de acompanhar como esse retrato evolui, já que novos registros podem tanto entrar quanto sair do topo da lista conforme mais fontes de dados são incorporadas à base do GovInfo.