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Salários dos Servidores Públicos

Federais e estaduais · Dados públicos · Lei 12.527/2011

Ranking dos maiores salários

Top 100 maiores remunerações brutas entre os registros públicos disponíveis no GovInfo.

#NomeCargoÓrgãoRemuneração bruta
1WALDEREZ DE MELO MOURAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 66.638,65
2GUILHERME HENRIQUE DE LA ROCQUE ALMEIDAAssistenteTribunal de Contas da UniãoR$ 64.244,39
3LUCIANA MIRANDA SARMET PANIAGOAssistenteTribunal de Contas da UniãoR$ 64.244,39
4EDUARDO CHAVES FERREIRAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 62.095,75
5TIAGO MODESTO CARNEIRO COSTAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 61.809,75
6ODAIR JOSE DA CUNHAMINISTROTribunal de Contas da UniãoR$ 61.667,03
7TICIANA GOMES COELHO DE ALBUQUERQUEAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 61.200,23
8THIAGO ALVES DE CASTROAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 56.018,42
9FABIANA RUAS VIEIRAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 55.535,81
10MARCOS ARAÚJO MORTONI SILVAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 55.281,08
11ANDRÉ ANDERSON DE OLIVEIRA BARBOSAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 55.053,20
12PATRICIA ARMOND DE ALMEIDAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 53.122,75
13MARIA EMILIA BOSSI QUEIROZAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 51.442,72
14JORGE MENDES DE OLIVEIRA CASTRO NETOAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 51.398,85
15ANDRÉ PACHIONI BAETAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 50.620,32
16MARCILEIA ALVES DE OLIVEIRA BARROSAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 50.320,54
17HELANO MULLER GUIMARÃESAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 50.148,24
18ROBERTO SERGIO DO NASCIMENTOAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 49.704,23
19ANTONIO RENATO ANTUNESAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 49.485,31
20RICARDO AKL LASMAR DE ALVARENGAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 49.422,73
21LUCAS OLIVEIRA GOMES FERREIRAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 49.235,03
22LUCIO SERGIO DA COSTA MADUREIRAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 49.202,73
23ANDRÉ BUENO MACHADOAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.868,62
24RODRIGO BENTO DE ANDRADEAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.848,21
25OLÍVIO ARMANDO CORDEIRO JÚNIORAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.743,50
26YURI DE ARAUJO CARVALHOAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.711,83
27KELLEN TENUTA RIBEIRO COELHOAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.618,38
28RODRIGO MENDONÇA DE BRITOAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.618,38
29LUIZ CARLOS BRAGA DE FIGUEIREDOAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.489,42
30GABRIELA FARIAS ABU-EL-HAJAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.375,45
31LUCIANA TRINDADE DE SOUZAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.354,87
32ALLYSSON SILVA PAULISTAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.336,62
33ANA CRISTINA SIQUEIRA NOVAESAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 48.104,95
34FERNANDO CASTELO BRANCO CRAVEIROAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 47.844,54
35JOSÉ MUCIO MONTEIRO FILHOMINISTROTribunal de Contas da UniãoR$ 47.355,05
36JETRO COUTINHO MISSIASAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 47.331,41
37HUGO LEONARDO MENEZES DE CARVALHOAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 47.259,91
38LUCAS JOSE SILVA DA SILVEIRAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 47.120,95
39SERGIO LINS LUBAMBOAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 47.073,21
40LUCIANA SCHNEIDER PEREIRAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.959,82
41TIAGO DA SILVA BONFIMAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.916,22
42LAZARO BENICIO DE ALMEIDAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.633,91
43GABRIEL KEINE KUGAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.578,19
44RAONY LUNA RIBEIRO FERREIRA LIMAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.578,19
45NATHAN ORTIZ KLASSMANNAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.531,08
46JULIANA RODRIGUES RIOSAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.481,46
47MARIA CAROLINA FERREIRA BORGES TEIXEIRAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.447,16
48WANDERLEY LOPES DA MOTAAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.393,92
49MARCELO LEITE FREIREAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.374,00
50ABENATHAR LOPES DE ARAUJO JUNIORAuditor Federal de Controle ExternoTribunal de Contas da UniãoR$ 46.366,19

Sobre este ranking

O ranking dos maiores salários reúne, num único lugar, os cem registros de maior remuneração bruta entre todos os dados públicos consolidados no GovInfo, com filtros por esfera de governo e por poder pra quem quer olhar um recorte mais específico. É uma das formas mais diretas de responder a uma pergunta simples e legítima: quem, entre os servidores com dados públicos disponíveis, recebe os maiores valores do país, e em quais órgãos essas remunerações aparecem com mais frequência?

Essa pergunta não é curiosidade vazia. A remuneração de agentes públicos é informação pública por determinação constitucional e legal no Brasil, prevista no artigo 39, parágrafo 6º, da Constituição Federal, e regulamentada em detalhe pela Lei de Acesso à Informação, a Lei 12.527 de 2011. A lógica por trás dessa transparência é simples: servidores públicos são remunerados com dinheiro arrecadado de impostos, e o cidadão que paga esse imposto tem o direito de saber como esse recurso é distribuído. Rankings de maiores salários são uma ferramenta clássica de fiscalização social, há décadas usada por órgãos de controle, imprensa e pesquisadores, e o GovInfo organiza essa informação de um jeito navegável em vez de deixá-la espalhada em centenas de portais de transparência isolados.

Cada linha do ranking leva direto ao perfil completo daquele servidor, onde aparece o detalhamento de vencimentos e descontos exatamente como declarado pela fonte de origem — vantagens, gratificações, descontos de previdência e imposto de renda, quando essa informação é publicada de forma detalhada. Os valores exibidos no ranking são sempre brutos, ou seja, antes de descontos, porque esse é o valor mais comumente publicado de forma consistente entre as diferentes fontes; a remuneração líquida efetivamente recebida costuma ser menor e aparece no detalhamento individual quando disponível. O CPF de cada pessoa é sempre exibido mascarado, prática que segue a orientação da própria Lei de Acesso à Informação de equilibrar transparência com proteção de dados pessoais.

Os filtros de esfera, federal ou estadual, e de poder, Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público ou Tribunais de Contas, existem porque comparar remunerações sem esse contexto pode levar a conclusões apressadas. É sabido, por exemplo, que membros do Poder Judiciário e do Ministério Público costumam ter subsídios estruturalmente mais altos que cargos técnicos do Executivo, por desenho constitucional da carreira — não é, por si só, sinal de irregularidade. Da mesma forma, cargos com acúmulo legítimo de função, adicionais por dedicação exclusiva ou por local de trabalho de difícil acesso podem aparecer nas posições mais altas do ranking sem que isso indique qualquer problema. Filtrar por esfera e poder ajuda a comparar o que é comparável.

Ao mesmo tempo, um ranking de maiores valores é justamente onde valores acima do teto constitucional de remuneração tendem a aparecer — e por isso o GovInfo mantém um estudo dedicado especificamente a esse tema, cruzando os registros acima do teto geral com o detalhamento de esfera, poder e órgão de origem. Quem usa o ranking pra investigar esse tipo de caso deve visitar esse estudo em paralelo, porque ele explica a metodologia e as limitações do cálculo com mais profundidade do que cabe numa lista simples.

Vale reforçar as limitações de cobertura antes de tirar conclusões definitivas a partir do ranking. O GovInfo consolida dados de dezenas de fontes diferentes — portais estaduais, municipais, do Judiciário, do Ministério Público, de Tribunais de Contas e do governo federal — mas nem toda fonte publica com a mesma frequência, o mesmo nível de detalhe ou a mesma pontualidade. Isso significa duas coisas importantes: primeiro, que o ranking reflete o que está publicamente disponível até o momento, não necessariamente as remunerações mais altas que existem de fato no serviço público brasileiro, já que fontes que ainda não foram incorporadas à base ou que publicam com atraso não aparecem no recorte. Segundo, que cada registro reflete a competência, o mês de referência, mais recente encontrada na fonte específica daquele servidor, então o ranking mistura naturalmente meses diferentes de referência entre um registro e outro.

Um valor alto no ranking não é, isoladamente, prova de irregularidade — é um ponto de partida legítimo para entender melhor o contexto daquele cargo, daquele órgão e da carreira em questão, e a própria página do servidor, do cargo e do órgão relacionados existe exatamente pra permitir esse aprofundamento com um clique.

Combinado com os outros recursos do GovInfo, o ranking funciona melhor como porta de entrada do que como conclusão isolada. A partir de qualquer nome listado é possível abrir o perfil individual completo, usar o comparador pra colocar aquele órgão ou cargo lado a lado com outro equivalente, ou consultar os estudos temáticos que já foram publicados sobre remuneração pública no Brasil. Atualizações de fonte, novas competências publicadas e a incorporação de novos portais de transparência mudam o recorte ao longo do tempo, então revisitar o ranking periodicamente é a forma mais confiável de acompanhar como esse retrato evolui, já que novos registros podem tanto entrar quanto sair do topo da lista conforme mais fontes de dados são incorporadas à base do GovInfo.