Salários dos Servidores Públicos
Federais e estaduais · Dados públicos · Lei 12.527/2011
Ranking dos maiores salários
Top 100 maiores remunerações brutas entre os registros públicos disponíveis no GovInfo.
| # | Nome | Cargo | Órgão | Remuneração bruta |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Técnico Legislativo 11220 | Técnico Legislativo 11220 | Câmara dos Deputados | R$ 288.500,74 |
| 2 | Analista Legislativo 13709 | Analista Legislativo 13709 | Câmara dos Deputados | R$ 278.461,66 |
| 3 | JOAO BATISTA PINTO SILVEIRA | DESEMBARGADOR FEDERAL - TRF | TRF4 | R$ 275.757,97 |
| 4 | Analista Legislativo 18143 | Analista Legislativo 18143 | Câmara dos Deputados | R$ 267.893,54 |
| 5 | ROMULO PIZZOLATTI | DESEMBARGADOR FEDERAL - TRF | TRF4 | R$ 253.285,89 |
| 6 | CARLOS ROBERTO DE CARVALHO | MAGISTRADO APOSENTADO | TRF6 | R$ 252.348,24 |
| 7 | ERIVALDO RIBEIRO DOS SANTOS | JUIZ FEDERAL | TRF4 | R$ 251.443,15 |
| 8 | MURILO BRIAO DA SILVA | JUIZ FEDERAL | TRF4 | R$ 247.768,67 |
| 9 | JOAO BATISTA MOREIRA | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF1 | R$ 246.457,23 |
| 10 | SIMONE GALAN DE FIGUEIREDO | JUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHO | TRT9 | R$ 243.667,67 |
| 11 | ROY REIS FRIEDE | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF2 | R$ 243.281,92 |
| 12 | GILDA SIGMARINGA SEIXAS | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF1 | R$ 242.664,37 |
| 13 | LUIZ PAULO DA SILVA ARAUJO FILHO | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF2 | R$ 238.638,63 |
| 14 | FIRLY NASCIMENTO FILHO | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF2 | R$ 238.010,45 |
| 15 | Técnico Legislativo 6781 | Técnico Legislativo 6781 | Câmara dos Deputados | R$ 236.982,75 |
| 16 | RICARDO MACHADO RABELO | DESEMBARGADOR | TRF6 | R$ 236.033,19 |
| 17 | Técnico Legislativo 13639 | Técnico Legislativo 13639 | Câmara dos Deputados | R$ 235.206,53 |
| 18 | EDUARDO TONETTO PICARELLI | JUIZ FEDERAL | TRF4 | R$ 234.271,01 |
| 19 | FERNANDO CEZAR CARRUSCA VIEIRA | JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO | TRF6 | R$ 231.689,24 |
| 20 | MARCELLO FERREIRA DE SOUZA GRANADO | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF2 | R$ 229.962,27 |
| 21 | VANIA HACK DE ALMEIDA | DESEMBARGADOR FEDERAL - TRF | TRF4 | R$ 226.031,31 |
| 22 | RICARDO PERLINGEIRO MENDES DA SILVA | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF2 | R$ 225.870,71 |
| 23 | CAMILA PLENTZ KONRATH | JUIZ FEDERAL | TRF4 | R$ 223.293,65 |
| 24 | FLAVIO OLIVEIRA LUCAS | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF2 | R$ 222.744,51 |
| 25 | MORAIS DA ROCHA | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF1 | R$ 219.707,59 |
| 26 | HUGO SINVALDO SILVA DA GAMA FILHO | JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO | TRF5 | R$ 217.907,12 |
| 27 | ILSON ALVES PEQUENO JUNIOR | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRT14 | R$ 217.689,68 |
| 28 | GEORGIUS LUIS ARGENTINI PRINCIPE CREDIDIO | JUIZ FEDERAL | TRF5 | R$ 217.003,87 |
| 29 | GUILHERME COUTO DE CASTRO | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF2 | R$ 216.378,44 |
| 30 | CRISTIANO MIRANDA DE SANTANA | JUIZ FEDERAL | TRF1 | R$ 214.805,52 |
| 31 | LEONARDO CACAU SANTOS LA BRADBURY | JUIZ FEDERAL | TRF4 | R$ 213.881,12 |
| 32 | ANDRE GONCALVES DE OLIVEIRA SALCE | JUIZ FEDERAL | TRF6 | R$ 213.421,76 |
| 33 | ANGÉLICA CÂNDIDO NOGARA SLOMP | JUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHO | TRT9 | R$ 212.807,81 |
| 34 | RONALDO SANTOS DE OLIVEIRA | JUIZ FEDERAL | TRF6 | R$ 211.649,51 |
| 35 | EMANUEL ALBERTO SPERANDIO GARCIA GIMENES | JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO | TRF4 | R$ 210.717,72 |
| 36 | GILSON LUIZ INACIO | JUIZ FEDERAL | TRF4 | R$ 209.556,88 |
| 37 | RONALDO PIAZZALUNGA | JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO | TRT9 | R$ 209.546,25 |
| 38 | LEONARDO AUGUSTO NUNES COUTINHO | DESEMBARGADOR FEDERAL | TRF5 | R$ 209.162,84 |
| 39 | DANIEL ROBERTO DE OLIVEIRA | JUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHO | TRT9 | R$ 208.283,38 |
| 40 | MARCOS JOSEGREI DA SILVA | JUIZ FEDERAL | TRF4 | R$ 206.375,74 |
| 41 | CARLOS GERALDO TEIXEIRA | JUIZ FEDERAL | TRF6 | R$ 205.416,58 |
| 42 | ROBERTO CARLOS DE OLIVEIRA | JUIZ FEDERAL | TRF1 | R$ 204.622,97 |
| 43 | ALEX PERES ROCHA | JUIZ FEDERAL | TRF4 | R$ 202.609,30 |
| 44 | RAFAEL GUSTAVO PALUMBO | JUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHO | TRT9 | R$ 202.385,12 |
| 45 | SANDRA MEIRIM CHALU BARBOSA DE CAMPOS | JUÍZA FEDERAL | TRF2 | R$ 200.329,89 |
| 46 | PEDRO PEREIRA PIMENTA | JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO | TRF6 | R$ 200.053,66 |
| 47 | CLAUDIA MARIA RESENDE NEVES GUIMARAES | MAGISTRADO APOSENTADO | TRF6 | R$ 196.972,54 |
| 48 | RODRIGO NAVARRO DE OLIVEIRA | JUIZ FEDERAL | TRF1 | R$ 195.999,04 |
| 49 | RAQUEL TEREZA MENDONCA CAVALCANTE BARRA | Capitão-Tenente | MINISTERIO DA DEFESA | R$ 195.629,37 |
| 50 | GABRIEL AUGUSTO FARIA DOS SANTOS | JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO | TRF4 | R$ 194.287,01 |
Sobre este ranking
O ranking dos maiores salários reúne, num único lugar, os cem registros de maior remuneração bruta entre todos os dados públicos consolidados no GovInfo, com filtros por esfera de governo e por poder pra quem quer olhar um recorte mais específico. É uma das formas mais diretas de responder a uma pergunta simples e legítima: quem, entre os servidores com dados públicos disponíveis, recebe os maiores valores do país, e em quais órgãos essas remunerações aparecem com mais frequência?
Essa pergunta não é curiosidade vazia. A remuneração de agentes públicos é informação pública por determinação constitucional e legal no Brasil, prevista no artigo 39, parágrafo 6º, da Constituição Federal, e regulamentada em detalhe pela Lei de Acesso à Informação, a Lei 12.527 de 2011. A lógica por trás dessa transparência é simples: servidores públicos são remunerados com dinheiro arrecadado de impostos, e o cidadão que paga esse imposto tem o direito de saber como esse recurso é distribuído. Rankings de maiores salários são uma ferramenta clássica de fiscalização social, há décadas usada por órgãos de controle, imprensa e pesquisadores, e o GovInfo organiza essa informação de um jeito navegável em vez de deixá-la espalhada em centenas de portais de transparência isolados.
Cada linha do ranking leva direto ao perfil completo daquele servidor, onde aparece o detalhamento de vencimentos e descontos exatamente como declarado pela fonte de origem — vantagens, gratificações, descontos de previdência e imposto de renda, quando essa informação é publicada de forma detalhada. Os valores exibidos no ranking são sempre brutos, ou seja, antes de descontos, porque esse é o valor mais comumente publicado de forma consistente entre as diferentes fontes; a remuneração líquida efetivamente recebida costuma ser menor e aparece no detalhamento individual quando disponível. O CPF de cada pessoa é sempre exibido mascarado, prática que segue a orientação da própria Lei de Acesso à Informação de equilibrar transparência com proteção de dados pessoais.
Os filtros de esfera, federal ou estadual, e de poder, Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público ou Tribunais de Contas, existem porque comparar remunerações sem esse contexto pode levar a conclusões apressadas. É sabido, por exemplo, que membros do Poder Judiciário e do Ministério Público costumam ter subsídios estruturalmente mais altos que cargos técnicos do Executivo, por desenho constitucional da carreira — não é, por si só, sinal de irregularidade. Da mesma forma, cargos com acúmulo legítimo de função, adicionais por dedicação exclusiva ou por local de trabalho de difícil acesso podem aparecer nas posições mais altas do ranking sem que isso indique qualquer problema. Filtrar por esfera e poder ajuda a comparar o que é comparável.
Ao mesmo tempo, um ranking de maiores valores é justamente onde valores acima do teto constitucional de remuneração tendem a aparecer — e por isso o GovInfo mantém um estudo dedicado especificamente a esse tema, cruzando os registros acima do teto geral com o detalhamento de esfera, poder e órgão de origem. Quem usa o ranking pra investigar esse tipo de caso deve visitar esse estudo em paralelo, porque ele explica a metodologia e as limitações do cálculo com mais profundidade do que cabe numa lista simples.
Vale reforçar as limitações de cobertura antes de tirar conclusões definitivas a partir do ranking. O GovInfo consolida dados de dezenas de fontes diferentes — portais estaduais, municipais, do Judiciário, do Ministério Público, de Tribunais de Contas e do governo federal — mas nem toda fonte publica com a mesma frequência, o mesmo nível de detalhe ou a mesma pontualidade. Isso significa duas coisas importantes: primeiro, que o ranking reflete o que está publicamente disponível até o momento, não necessariamente as remunerações mais altas que existem de fato no serviço público brasileiro, já que fontes que ainda não foram incorporadas à base ou que publicam com atraso não aparecem no recorte. Segundo, que cada registro reflete a competência, o mês de referência, mais recente encontrada na fonte específica daquele servidor, então o ranking mistura naturalmente meses diferentes de referência entre um registro e outro.
Um valor alto no ranking não é, isoladamente, prova de irregularidade — é um ponto de partida legítimo para entender melhor o contexto daquele cargo, daquele órgão e da carreira em questão, e a própria página do servidor, do cargo e do órgão relacionados existe exatamente pra permitir esse aprofundamento com um clique.
Combinado com os outros recursos do GovInfo, o ranking funciona melhor como porta de entrada do que como conclusão isolada. A partir de qualquer nome listado é possível abrir o perfil individual completo, usar o comparador pra colocar aquele órgão ou cargo lado a lado com outro equivalente, ou consultar os estudos temáticos que já foram publicados sobre remuneração pública no Brasil. Atualizações de fonte, novas competências publicadas e a incorporação de novos portais de transparência mudam o recorte ao longo do tempo, então revisitar o ranking periodicamente é a forma mais confiável de acompanhar como esse retrato evolui, já que novos registros podem tanto entrar quanto sair do topo da lista conforme mais fontes de dados são incorporadas à base do GovInfo.