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Salários dos Servidores Públicos

Federais e estaduais · Dados públicos · Lei 12.527/2011

Ranking dos maiores salários

Top 100 maiores remunerações brutas entre os registros públicos disponíveis no GovInfo.

#NomeCargoÓrgãoRemuneração bruta
1JOAO BATISTA PINTO SILVEIRADESEMBARGADOR FEDERAL - TRFTRF4R$ 275.757,97
2ROMULO PIZZOLATTIDESEMBARGADOR FEDERAL - TRFTRF4R$ 253.285,89
3CARLOS ROBERTO DE CARVALHOMAGISTRADO APOSENTADOTRF6R$ 252.348,24
4ERIVALDO RIBEIRO DOS SANTOSJUIZ FEDERALTRF4R$ 251.443,15
5MURILO BRIAO DA SILVAJUIZ FEDERALTRF4R$ 247.768,67
6JOAO BATISTA MOREIRADESEMBARGADOR FEDERALTRF1R$ 246.457,23
7SIMONE GALAN DE FIGUEIREDOJUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHOTRT9R$ 243.667,67
8ROY REIS FRIEDEDESEMBARGADOR FEDERALTRF2R$ 243.281,92
9GILDA SIGMARINGA SEIXASDESEMBARGADOR FEDERALTRF1R$ 242.664,37
10LUIZ PAULO DA SILVA ARAUJO FILHODESEMBARGADOR FEDERALTRF2R$ 238.638,63
11FIRLY NASCIMENTO FILHODESEMBARGADOR FEDERALTRF2R$ 238.010,45
12RICARDO MACHADO RABELODESEMBARGADORTRF6R$ 236.033,19
13EDUARDO TONETTO PICARELLIJUIZ FEDERALTRF4R$ 234.271,01
14FERNANDO CEZAR CARRUSCA VIEIRAJUIZ FEDERAL SUBSTITUTOTRF6R$ 231.689,24
15MARCELLO FERREIRA DE SOUZA GRANADODESEMBARGADOR FEDERALTRF2R$ 229.962,27
16VANIA HACK DE ALMEIDADESEMBARGADOR FEDERAL - TRFTRF4R$ 226.031,31
17RICARDO PERLINGEIRO MENDES DA SILVADESEMBARGADOR FEDERALTRF2R$ 225.870,71
18CAMILA PLENTZ KONRATHJUIZ FEDERALTRF4R$ 223.293,65
19FLAVIO OLIVEIRA LUCASDESEMBARGADOR FEDERALTRF2R$ 222.744,51
20MORAIS DA ROCHADESEMBARGADOR FEDERALTRF1R$ 219.707,59
21HUGO SINVALDO SILVA DA GAMA FILHOJUIZ FEDERAL SUBSTITUTOTRF5R$ 217.907,12
22ILSON ALVES PEQUENO JUNIORDESEMBARGADOR FEDERALTRT14R$ 217.689,68
23GEORGIUS LUIS ARGENTINI PRINCIPE CREDIDIOJUIZ FEDERALTRF5R$ 217.003,87
24GUILHERME COUTO DE CASTRODESEMBARGADOR FEDERALTRF2R$ 216.378,44
25CRISTIANO MIRANDA DE SANTANAJUIZ FEDERALTRF1R$ 214.805,52
26LEONARDO CACAU SANTOS LA BRADBURYJUIZ FEDERALTRF4R$ 213.881,12
27ANDRE GONCALVES DE OLIVEIRA SALCEJUIZ FEDERALTRF6R$ 213.421,76
28ANGÉLICA CÂNDIDO NOGARA SLOMPJUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHOTRT9R$ 212.807,81
29RONALDO SANTOS DE OLIVEIRAJUIZ FEDERALTRF6R$ 211.649,51
30EMANUEL ALBERTO SPERANDIO GARCIA GIMENESJUIZ FEDERAL SUBSTITUTOTRF4R$ 210.717,72
31GILSON LUIZ INACIOJUIZ FEDERALTRF4R$ 209.556,88
32RONALDO PIAZZALUNGAJUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTOTRT9R$ 209.546,25
33LEONARDO AUGUSTO NUNES COUTINHODESEMBARGADOR FEDERALTRF5R$ 209.162,84
34DANIEL ROBERTO DE OLIVEIRAJUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHOTRT9R$ 208.283,38
35MARCOS JOSEGREI DA SILVAJUIZ FEDERALTRF4R$ 206.375,74
36CARLOS GERALDO TEIXEIRAJUIZ FEDERALTRF6R$ 205.416,58
37ROBERTO CARLOS DE OLIVEIRAJUIZ FEDERALTRF1R$ 204.622,97
38ALEX PERES ROCHAJUIZ FEDERALTRF4R$ 202.609,30
39RAFAEL GUSTAVO PALUMBOJUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHOTRT9R$ 202.385,12
40SANDRA MEIRIM CHALU BARBOSA DE CAMPOSJUÍZA FEDERALTRF2R$ 200.329,89
41PEDRO PEREIRA PIMENTAJUIZ FEDERAL SUBSTITUTOTRF6R$ 200.053,66
42CLAUDIA MARIA RESENDE NEVES GUIMARAESMAGISTRADO APOSENTADOTRF6R$ 196.972,54
43RODRIGO NAVARRO DE OLIVEIRAJUIZ FEDERALTRF1R$ 195.999,04
44GABRIEL AUGUSTO FARIA DOS SANTOSJUIZ FEDERAL SUBSTITUTOTRF4R$ 194.287,01
45VANESSA KARAM DE CHUEIRI SANCHESJUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHOTRT9R$ 194.253,91
46JORGE ALVARO MARQUES GUEDESDESEMBARGADOR FEDERALTRT11R$ 193.790,87
47MÁRIO GASTÃO CORRÊA DA SILVA JÚNIORPENSIONISTATribunal Regional do Trabalho da 2ª RegiãoR$ 189.984,70
48ANA CRISTINA MONTEIRO DE ANDRADE SILVAJUIZ FEDERALTRF4R$ 189.115,76
49LUCAS FERNANDES CALIXTOJUIZ FEDERAL SUBSTITUTOTRF4R$ 187.749,21
50HILDA MARIA BRZEZINSKI DA CUNHA NOGUEIRAJUIZ TITULAR DE VARA DO TRABALHOTRT9R$ 187.149,19

Sobre este ranking

O ranking dos maiores salários reúne, num único lugar, os cem registros de maior remuneração bruta entre todos os dados públicos consolidados no GovInfo, com filtros por esfera de governo e por poder pra quem quer olhar um recorte mais específico. É uma das formas mais diretas de responder a uma pergunta simples e legítima: quem, entre os servidores com dados públicos disponíveis, recebe os maiores valores do país, e em quais órgãos essas remunerações aparecem com mais frequência?

Essa pergunta não é curiosidade vazia. A remuneração de agentes públicos é informação pública por determinação constitucional e legal no Brasil, prevista no artigo 39, parágrafo 6º, da Constituição Federal, e regulamentada em detalhe pela Lei de Acesso à Informação, a Lei 12.527 de 2011. A lógica por trás dessa transparência é simples: servidores públicos são remunerados com dinheiro arrecadado de impostos, e o cidadão que paga esse imposto tem o direito de saber como esse recurso é distribuído. Rankings de maiores salários são uma ferramenta clássica de fiscalização social, há décadas usada por órgãos de controle, imprensa e pesquisadores, e o GovInfo organiza essa informação de um jeito navegável em vez de deixá-la espalhada em centenas de portais de transparência isolados.

Cada linha do ranking leva direto ao perfil completo daquele servidor, onde aparece o detalhamento de vencimentos e descontos exatamente como declarado pela fonte de origem — vantagens, gratificações, descontos de previdência e imposto de renda, quando essa informação é publicada de forma detalhada. Os valores exibidos no ranking são sempre brutos, ou seja, antes de descontos, porque esse é o valor mais comumente publicado de forma consistente entre as diferentes fontes; a remuneração líquida efetivamente recebida costuma ser menor e aparece no detalhamento individual quando disponível. O CPF de cada pessoa é sempre exibido mascarado, prática que segue a orientação da própria Lei de Acesso à Informação de equilibrar transparência com proteção de dados pessoais.

Os filtros de esfera, federal ou estadual, e de poder, Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público ou Tribunais de Contas, existem porque comparar remunerações sem esse contexto pode levar a conclusões apressadas. É sabido, por exemplo, que membros do Poder Judiciário e do Ministério Público costumam ter subsídios estruturalmente mais altos que cargos técnicos do Executivo, por desenho constitucional da carreira — não é, por si só, sinal de irregularidade. Da mesma forma, cargos com acúmulo legítimo de função, adicionais por dedicação exclusiva ou por local de trabalho de difícil acesso podem aparecer nas posições mais altas do ranking sem que isso indique qualquer problema. Filtrar por esfera e poder ajuda a comparar o que é comparável.

Ao mesmo tempo, um ranking de maiores valores é justamente onde valores acima do teto constitucional de remuneração tendem a aparecer — e por isso o GovInfo mantém um estudo dedicado especificamente a esse tema, cruzando os registros acima do teto geral com o detalhamento de esfera, poder e órgão de origem. Quem usa o ranking pra investigar esse tipo de caso deve visitar esse estudo em paralelo, porque ele explica a metodologia e as limitações do cálculo com mais profundidade do que cabe numa lista simples.

Vale reforçar as limitações de cobertura antes de tirar conclusões definitivas a partir do ranking. O GovInfo consolida dados de dezenas de fontes diferentes — portais estaduais, municipais, do Judiciário, do Ministério Público, de Tribunais de Contas e do governo federal — mas nem toda fonte publica com a mesma frequência, o mesmo nível de detalhe ou a mesma pontualidade. Isso significa duas coisas importantes: primeiro, que o ranking reflete o que está publicamente disponível até o momento, não necessariamente as remunerações mais altas que existem de fato no serviço público brasileiro, já que fontes que ainda não foram incorporadas à base ou que publicam com atraso não aparecem no recorte. Segundo, que cada registro reflete a competência, o mês de referência, mais recente encontrada na fonte específica daquele servidor, então o ranking mistura naturalmente meses diferentes de referência entre um registro e outro.

Um valor alto no ranking não é, isoladamente, prova de irregularidade — é um ponto de partida legítimo para entender melhor o contexto daquele cargo, daquele órgão e da carreira em questão, e a própria página do servidor, do cargo e do órgão relacionados existe exatamente pra permitir esse aprofundamento com um clique.

Combinado com os outros recursos do GovInfo, o ranking funciona melhor como porta de entrada do que como conclusão isolada. A partir de qualquer nome listado é possível abrir o perfil individual completo, usar o comparador pra colocar aquele órgão ou cargo lado a lado com outro equivalente, ou consultar os estudos temáticos que já foram publicados sobre remuneração pública no Brasil. Atualizações de fonte, novas competências publicadas e a incorporação de novos portais de transparência mudam o recorte ao longo do tempo, então revisitar o ranking periodicamente é a forma mais confiável de acompanhar como esse retrato evolui, já que novos registros podem tanto entrar quanto sair do topo da lista conforme mais fontes de dados são incorporadas à base do GovInfo.